|
home
|ensino |escola de pais
1. Objetivo Geral:
Despertar a consciência dos participantes para a responsabilidade
de ser pai e/ou mãe nos dias de hoje, com a intenção de desenvolver
e potencializar valores morais e humanos em seu(s) filho(s),
conforme a bíblia.
Aspectos Conceituais:
- Compreender a estrutura dos valores internos e externos
do ser humano, com a ajuda da perspectiva psicológica;
- Conhecer algumas perspectivas educacionais e refletir sobre
a forma como tenho educado meu(s) filho(s), e perceber o que
ocorre quando existe a falta de valores (virtudes) e limites
na vida de cada um (filhos) e, conseqüentemente, na vida em
sociedade;
- Consolidar valores tidos como essenciais para a convivência
familiar, com a ajuda da perspectiva bíblica. Aspectos Procedimentais:
- Realizar atividades individuais e em grupo que levem a reflexão
sobre como lidar com a sensibilidade, percepção, afetividade,
auto-estima, confiança, honestidade, paciência, solidariedade,
tolerância, humildade, responsabilidade, etc., de acordo com
o momento e a necessidade, pois as emoções afetam o comportamento
do ser humano;
- Articular o real (o que acontece no mundo) com a verdade
(o que a bíblia fala), com o propósito de estar aberto ao
Espírito Santo nas escolhas da educação do seu(s) filho(s);
- Integrar o grupo, através de dinâmicas.
Aspectos Procedimentais:
- Realizar atividades individuais e em grupo que levem a reflexão
sobre como lidar com a sensibilidade, percepção, afetividade,
auto-estima, confiança, honestidade, paciência, solidariedade,
tolerância, humildade, responsabilidade, etc., de acordo com
o momento e a necessidade, pois as emoções afetam o comportamento
do ser humano;
- Articular o real (o que acontece no mundo) com a verdade
(o que a bíblia fala), com o propósito de estar aberto ao
Espírito Santo nas escolhas da educação do seu(s) filho(s);
- Integrar o grupo, através de dinâmicas.
Aspectos Atitudinais:
- Conscientizar-se da responsabilidade que temos quando fazemos
escolhas, por isso a importância de ouvir a voz de Deus;
- Acreditar na possibilidade de educar com bases bíblicas,
desenvolvendo uma tendência habitual para o bem, pois vivemos
aquilo que acreditamos;
- Colocar-se no lugar de outra pessoa (relação pais e filhos),
avaliando a atitude do outro como se fosse a sua própria ação.
2. Definição da Escola de Pais:
A Escola de Pais foi idealizada com o intuito de conscientizar
e instrumentalizar os pais da importância de criarem seus(s)
filho(s) para uma vida cristã, com um ambiente melhor em família.
Trata-se de uma proposta ousada, e ao mesmo tempo necessária
nos dias de hoje, haja visto o grande número de crianças e
adolescentes com pouco entendimento a respeito do que significa
ter um lar com perspectivas de desenvolvimento mais humano.
Isto ocorre, por um lado, pela ausência de membros familiares
presentes no dia-a-dia do(s) filho(s) e, por outro, pela falta
de pessoas comprometidas com a educação destas crianças e
adolescentes.
Refletir sobre valores significa buscar, através da palavra
de Deus, desenvolver e potencializar atitudes positivas nas
pessoas. Quando crianças e adolescentes carregam valores internos
bons são capazes de empreender atividades que busquem se aproximar
de seus sonhos.
Quando prepararmos nosso(s) filho(s) para enfrentar situações
que ocorrem neste mundo (com compreensão), não queremos que
ele(s) apenas aceitem ou neguem os valores que são importantes
para este tempo. O primordial é que se tornem pessoas críticas,
e que saibam avaliar situações e resultados que surgirão durante
sua(s) vida(s).
As convicções e crenças que temos devem ser transmitidas ao(s)
nosso(s) filho(s) para que um dia ele(s) possam articulá-las
com certeza do que querem para si, independente do que forem
encontrar nos diferentes grupos de convivência.
3. A Transversalidade:
Segundo Rafael Yus , observa-se que existem numerosos níveis
de complexidade na transversalização do currículo, não apenas
desde a escola, como a partir do próprio meio social, se parte
do fato de que a educação é de todos e que a "comunidade educativa"
é o conjunto de agentes que educam. Nesse sentido, e embora
saibamos que nas circunstâncias atuais é uma utopia, deveria
começar-se a falar de um projeto social transversal em que
a educação moral e pró-social dos cidadãos apareça de forma
coerente nos mais variados espaços alternativos que promovem
os efeitos indesejáveis do desenvolvimento.
Trabalhar com a Transversalidade significa lidar com processos
vivos, com valores, e por isso com todas as estâncias (e preconceitos)
da sociedade. Os temas transversais devem ser integrados ao
currículo da escola de pais, de forma a estarem presentes
em todas as áreas de conhecimentos, relacionando-as com a
atualidade e/ou com o convívio.
Lidar com a transversalidade pode se tornar um grande problema
se professores e/ou pais em geral não encontrarem formas de
desenvolvê-la, ou mesmo não tratarem tais temas com sucesso.
A Transversalidade está diretamente ligada as dimensões didáticas,
ou seja, o importante não é "um conteúdo sobre racismo", mas
como trabalhar este assunto com crianças e adolescentes. A
perspectiva da transversalidade prevê tratar assuntos relacionados
com a vida real e, conseqüentemente, a transformação deste.
Quando temos a consciência de que vivemos em uma sociedade
capitalista, com valores voltados para "ter algo" e não para
"ser alguém", sabemos que não partimos do zero, mas sim de
uma realidade social que não pode ser ignorada.
Daí a importância de adaptar o que os psicólogos e pedagogos
dizem com o que nos ensina a bíblia. O universo de possibilidades
para se trabalhar "valores" de maneira transversal é imenso,
porém, é aconselhável aos pais ou envolvidos estarem preparados
para lidar com assuntos polêmicos, ou seja, quando nos julgamos
"atualizados" sem reflexão sobre o que isto significa podemos
cair em contradição na hora de educar nosso(s) filho(s). Mas,
quando temos clareza do que queremos para ele(s), conseqüentemente,
transmitimos segurança para sua(s) vida(s) emocionais e espirituais.
4. Conexão com a igreja:
Os participantes e envolvidos na Escola de Pais compartilharão
de alguns benefícios em relação a: melhorar as relações de
convívio, promovendo o "bem estar"; tornar-se referência para
outras famílias; adotar uma postura "ética" como um diferencial
na educação; etc. Assim, através dessas mudanças podemos começar
um relacionamento diferenciado e abençoado, primeiro no ambiente
da própria igreja e, depois com propagações para todos os
lares que freqüentamos.
5. As formas de atuação:
Para visualizarmos melhor as propostas aqui arroladas dividimos
as formas de atuação em quatro perspectivas cristãs: Âmbito
Social e Cultural, Psicológico e Biológico:
Âmbito Social e Cultural- Refletir
sobre as influências da mídia de forma geral, pois ela leva
a uma alienação e massificação, impedindo o(s) nosso(s) filho(s)
de raciocinar em relação aos seus valores internos e aos da
bíblia. Combater o individualismo, incentivando o convívio
social cristão mesclando as gerações mais velhas com as mais
novas, proporcionando uma valiosa troca de experiências. Ressaltando
que as diferenças nos proporcionam aprendizado e evolução.
Âmbito Psicológico- Devemos sempre,
lembrar de respeitar as faixas etárias de crianças e adolescentes,
respeitar também a individualidade do ser, mas, salientando
a importância dele identificar-se como parte de uma sociedade.
Proporcionar o bem-estar geral para potencializar capacidades
naturais nas pessoas.
Âmbito Biológico- Refletir sobre
a importância de cuidar do corpo que é onde habito o Espírito
Santo de Deus para termos uma vida saudável. Qualidade de
vida envolve o físico, o mental e o espiritual.
6. Conteúdos que serão desenvolvidos:
I - Perspectiva Bíblica:
1.
Introdução - O propósito maior na criação dos filhos
- formar homens e mulheres de Deus e, para isso, a
base sobre a qual construir um projeto de educação é o ensino
bíblico. Salmo 127:3; Gen 1:28; Deut 6:6-9; Ex 20:12; Isa.
49:15
2. O que a Bíblia ensina
sobre os filhos e quem é responsável por sua educação - o
pai e seu papel principal : modelo de masculinidade -
1 Tess. 2:7-12; a mãe e seu papel principal : modelo
de feminilidade - 2 Tim.1:1-7 - Provérbios 1:8; 4:3; 6:20;
Efésios 6:2,4; Prov. 29:15.
3.A principal tarefa dos
pais - ensinar a obediência - motivo: as duas tendências
que precisam ser observadas e corrigidas ou encorajadas. Êx.
20:12; Deut. 10:13; 11:26-28; Ef. 6:4; Col. 3:21; Prov. 22:15;
22:6; 139:14-16; Sl 51:15;
4. Como desempenhar essa
tarefa - o que não fazer: irritar ou desanimar nossos
filhos - Ef. 6:4; Col. 3:21; Prov. 6:20; 4:3-4; 1 Cor. 13:11;
Prov. 22:6, 23:7, 20:11; 2 Tim. 2:24-26; Tiago 5:16; 1 Pe
4:8
5. Como desempenhar essa
tarefa - o que fazer: criar os filhos na disciplina
e admoestação do Senhor - Deut. 6:4-9; Sl 127; Prov. 4:3-4,
1:8; 22:15; 19:3. 6. Alguns aspectos fundamentais da disciplina
- I - O que é a disciplina do Senhor e como Ele disciplina
seus filhos - Deut. 8:5; Prov. 4: 11-12; Heb. 12:5-11; Prov.
13:24; 19:18
7. Alguns aspectos fundamentais
da disciplina - II - Instrução clara, admoestação, correção,
exemplo. Êx 20:1-17; Mat. 22:37-40; Ef 6:4; Deut. 6:24;
11:26-28; Jer 9:23-24
8. Educando sua filha
para ser uma mulher sábia - Prov. 14:1; 9:13; 14:8b;
20:3e outras passagens selecionadas
9. Educando seu filho
para ser um homem de caráter - Prov. 1:10-19; 4:14-19;
13:20 e outras passagens selecionadas
10. Cultivando a vida
espiritual na família - ensino informal: a base do
ensino: Deut. 6:6; o modo do ensino: sentados em casa, andando
pelo caminho, ao nos deitarmos, ao levantarmos, auxílios visuais.
Deut 6: 5-9;
11. Cultivando a vida
espiritual na família II - ensino formal: ações de
graças às refeições, oração na hora de dormir, cânticos espirituais,
leitura e estudo da Bíblia, participação na vida da igreja
- Orando com os filhos.
12. Conclusão - Exemplos
do lar onde Jesus foi criado - onde a responsabilidade de
educar nossos filhos nos coloca - de joelhos diante de Deus.
É bom para nós, é bom para eles - Orando pelos filhos.
II - Perspectiva Psicológica:
1. Desenvolvimento do ser humano na concepção freudiana: fases
psicossexuais:
1.1: Fase oral.
1.2.: Fase anal.
1.3.: Fase Fálica.
1.4.: Período de latência.
1.5.: Fase Genital.
2. O ciclo vital de Erikson: as crises psicossociais:
2.1.: Confiança básica X desconfiança. (oral-sensorial).
2.2.: autonomia X vergonha e dúvida. (locomotora-genital)
2.3.: iniciativa X culpa. (locomotora-genital).
2.4.: indústria X inferioridade. (latência).
2.5.: identidade X confusão de papéis. (adolescência).
2.6.: intimidade X isolamento (idade adulta jovem).
2.7.: integridade de ego X desesperança. (maturidade).
3. Os pais:
3.1.: O pai: ato de nascimento.
3.2.: A função materna na obra de Winnicott.
3.3.: Desenvolvimento emocional primitivo e preocupação materna
primária.
4. Dificuldades a serem sanadas:
4.1.: A tendência anti-social.
4.2.: O desafio adolescente na família .
III - Perspectiva Educacional:
1. O conceito de Educação
1.1. Educação na Antiguidade
1.2. Educação na política
1.3. Educação no mundo
1.4. Educação na escola
1.5. Educação para os nossos filhos
2. Como escolher uma escola para os meus filhos?
2.1. Os aspectos pedagógicos - as abordagens de ensino
2.1.1. Abordagem Tradicional
2.1.2. Abordagem Comportamentalista
2.1.3. Abordagem Humanista
2.1.4. Abordagem Cognitivista
2.1.5. Abordagem Sócio-cultural
2.2. Os aspectos sociais - Temas Transversais
2.3. Os aspectos religiosos - opções e escolhas
2.4. A questão financeira 3. Como ajudar o(s) meu(s) filho(s)
nas tarefas de casa?
3.1. A organização do lar - por onde começar?
3.2. A organização dos estudos - as prioridades
3.3. A organização das tarefas escolares - agenda
3.4. Os limites dentro de casa - televisão e computador
4. Como impor limites
4.1. Por que eu não consigo estabelecer limites?
4.2. O que significa a palavra "não"
4.3. O que leva uma criança ou adolescente a ser indisciplinado
dentro e/ou fora da escola?
4.4. As opções que fazemos são claras? Queremos uma vida com
ou sem os filhos?
Responsáveis pela Escola de Pais:
Rev. Roberto Silva Fonseca
Escritora Wanda
de Assumpção
Profa. Dra. Maria Cecília Luiz
|